Domingo, 29 de Julho de 2007

Entrevista: Ricardo Pereira

REFLEXO

 

O que vê quando se olha ao espelho?
Vejo um miúdo feliz.

 

Gosta do que vê ou mudava alguma coisa?
Gosto daquilo que eu sou, como sou e até das mutações que acabo por sofrer ao longo do tempo, através de algumas peripécias que me vão criando algumas cicatrizes ou até mesmo do envelhecimento normal. Lido bem com esse tipo de situações. Para mim não tem qualquer tipo de problema.

Quando sai de casa vê-se sempre ao espelho?
Nunca me vejo ao espelho antes de sair de casa, por isso é que, às vezes, me acontece sair bastante despenteado ou esquecer-me de fazer a barba. A verdade é que não sou uma pessoa extremamente vaidosa.


Alguma vez lhe apeteceu partir o espelho?
Nunca.

Quem é que gostaria de ver reflectido no espelho?
Às vezes gostaria de ver reflectidos mais vezes no meu espelho os meus amigos e a minha família. Hoje em dia passo muito pouco tempo com eles e era sinal de que estavam mais perto.

Uma pessoa de referência?
O meu pai, porque é uma pessoa extraordinária, um lutador e um homem que ama a vida. É um exemplo para mim.

Um momento marcante na vida?
A minha estreia no Teatro Nacional ao lado de Ruy de Carvalho, entre outros grandes actores, na peça ‘Real Caçada ao Sol’, em 1999, foi o meu primeiro passo profissional.

Qualidade e defeito?
A qualidade é a persistência e o defeito, sem dúvida, a teimosia.

Medos e vícios?
Tenho algum medo da morte daqueles que amo. O vício é falar, adoro.

 

 

Créditos das fotos: Site Oficial Ricardo Pereira

 

Em entrevista, o actor confessa que a família está em primeiro lugar e que não lhe faltam projectos: entre os quais um livro que quer publicar.

Aos 16 anos saiu de casa e foi morar sozinho. Porquê tão novo?
Estava a trabalhar como manequim e surgiu a oportunidade de ir viver para Milão. Achei que era a altura de descobrir o Mundo, viajar e ter a minha independência. É bom crescermos e despontarmos para o Mundo.

Adaptou-se bem às lides da casa?
É sempre diferente morarmos sozinhos, mas adaptei-me bem. Desde pequenino que sempre fiz tudo. Acima de tudo, era um rapaz com os olhos muito abertos e sempre a ver o que se passava à minha volta e como é que as coisas se faziam, por isso, não foi complicado.

Ainda assim, admite que é um menino da mamã.
Tenho uma ligação gigante com os meus pais. Sou filho único, somos três pessoas muito unidas e eles são uma das forças grandes que eu tenho na minha vida. Não vou a correr para o colinho da mãe sempre que acontece alguma coisa, mas gosto muito de abraçar a minha mamã. Falo com ela milhares de vezes por dia e jantamos juntos muitas vezes.

Ter independência muito cedo fez com que, aos 28 anos, já tenha corrido meio mundo. Qual foi a viagem que mais o marcou?
Já viajei muito, mas a viagem que me marcou mais foi a parte asiática do Planeta. É uma cultura completamente diferente da ocidental, as paisagens são maravilhosas. A parte de Hong Kong, Macau e China foi das viagens mais interessantes que eu fiz.

E este ano está a planear alguma viagem de sonho?
Quero muito ir a Zanzibar na Tanzânia, mas talvez só consiga ir mais para o final do ano. Vamos ver como é que correm as gravações, até quando vão ser feitas. Depois, obviamente que viajar faz parte dos planos.

A passagem pelo Brasil deu-lhe reconhecimento ao ponto de a actriz brasileira Graziella Massafera ter dito que o Ricardo era o único português famoso que conhecia.
Deve ter sido porque a Grazi, hoje em dia, namora com um grande amigo meu, o Cauã. Mas, claro, foram dois anos muito importantes, onde fiz três novelas, um filme, uma curta-metragem, publicidade, onde conheci toda a gente no Brasil, toda a classe artística. Foi um momento muito bom na minha carreira e a repetir. O Brasil estará nos meus objectivos de trabalho. Adorei ter lá passado e espero repeti-lo. Espero que para o ano, mas ainda não posso falar sobre isso.

Do que é que tem mais saudades?
Daqueles sucos maravilhosos que eles faziam lá.

Entretanto regressou a Portugal, onde está com um personagem completamente diferente. Como foi a adaptação a ‘Floribella’?
Foi árdua, no sentido de criar um personagem diferente, para um público diferente. Mas é um desafio, aprendi a explorar o lado mais cómico da minha forma de representar e tenho a certeza de que me vai dar um background muito bom para futuros personagens, talvez mais virados para o humor.

E em relação à Luciana Abreu, ganhou uma amiga?
Pode-se dizer que ganhei uma companheira, a amizade constrói-se ao longo dos anos. Tenho pouco tempo extra ‘Floribella’ e quando o tenho aproveito para estar com os amigos e família. Acima de tudo, não tenho nenhuma razão de queixa dela.

Se a vida profissional lhe corre bem, a nível pessoal parece ter encontrado a estabilidade ao lado da sua namorada, Francisca...
Isso é uma parte que unicamente me diz respeito a mim e a ela. A minha estabilidade emocional é importante e estou óptimo, feliz e de bem com a vida.

Para si o trabalho está em primeiro lugar?
Tudo tem o seu peso. Amo e dedico-me 300 por cento à minha profissão, mas também acho que o equilíbrio é importante, por isso, toda a minha vida pessoal tem de estar num patamar bastante elevado, senão num patamar superior ao trabalho. Embora o trabalho ocupe um lugar de destaque brutal dentro da minha pessoa, o lado pessoal é imbatível. O meu bem-estar é precioso.

Gostava de ser pai num futuro próximo?
A seu tempo verei se a vida me permite ter filhos, mas claro que a família é um dos patamares importantes que eu quero atingir.

Está a gravar num ritmo muito intenso. Como aproveita o pouco tempo livre?
Leio muito, passeio, durmo, descanso, faço exercício e estou com as pessoas que amo.

Também gosta de pintar.
Faço uns rabiscos. Pintar surge numa brincadeira com uma amiga minha, a Rita Fernandes, que me ensinou algumas coisas. Abandonei um bocadinho porque estou a gravar muito, a Rita foi mãe e deu-me dois sobrinhos maravilhosos, mas gostava de um dia fazer um curso de pintura e aprofundar uma coisa que gosto de fazer.

O futebol é uma paixão?
É verdade. E quando tenho o cabelo rapado até me confundem com o Canavarro. Mas o futebol é uma das minhas grandes paixões, principalmente o Benfica...

Escrever é outro dos seus hobbies. Não pensa em publicar um livro?
Talvez. Estou a criar a raiz de algo que poderá ser giro. É um livro e será uma ficção. É uma coisa que eu estou a construir com calma para um dia publicar e pôr a andar, sem qualquer tipo de pressão.

O que gostava de fazer no futuro?
Gostava de experimentar outros mercados, como, por exemplo, Espanha, mas também de continuar esta ligação com o meu país e de fazer parte desta evolução.
In Correio da Manhã


publicado por anjosdalucy às 00:43
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